Nossa História

“Um sonho que se sonha só, não passa de um sonho. Um sonho que se sonha junto é realidade.”

Contaremos aqui um pouco desse sonho, certos de que ainda temos muito para sonhar.

O Início do Sonho – Acolhendo Crianças Órfãs

Nomeado pela Junta de Richmond, o casal de missionários, Clemmie Hardy e Ethel Lee Cooper Hardy, chega a Manaus, em 1935, para substituir o missionário Eurico Nelson. Sensibilizado pela carência do lugar, o casal resolve acolher crianças órfãs em seu lar.

Com o decorrer do tempo, devido ao crescimento do número de crianças, o casal decide contratar uma professora para ajudar na condução e educação dos mesmos. E, em 1941 chega na cidade a professora Débora Serejo, recém formada pelo SEC, no Recife. As aulas são ao ar livre, debaixo das frondosas mangueiras, mas tarde, a professora Débora Serejo utiliza a varanda da casa dos missionários. O sonho estava apenas começando.

Com a chegada de mais alunos, o casal Hardy resolve abrir uma escola-internato, fazendo, no dia 02 de fevereiro de 1942, seu registro na Seduc (Secretaria de Educação do Amazonas), passando a existir legalmente como Escola Batista Ida Nelson. Uma homenagem à esposa do grande missionário Eurico Nelson.

O crescimento ainda obriga o casal Hardy a contratar mais professoras, assim, chegam Telezila Silva Lima, Janet Serejo e Maria da Paz Litaif. A profª Débora Serejo torna-se a diretora do Internato feminino e o Sr. José Lopes, o diretor do internato masculino.

O Sonho é Interrompido

Numa noite de domingo, no dia 15 de abril de 1951, um incêndio misterioso destrói completamente o internato feminino, que funcionava numas pequenas casas de madeira e alastra-se por toda a escola. Uma criança de dois anos, que estava ainda no berço foi salva por um motorista de ônibus. No momento do incêndio, as professoras e os alunos refugiam-se no templo da Igreja Batista Memorial, que na época funcionava numa casa alugada na rua Paraíba não muito distante da escola.

Avisados por um telegrama do que havia sucedido, o casal Hardy regressa de Belém e encontra todos os internos alojados em sua casa. Após tomarem conhecimento de tudo o que se havia perdido, os missionários exclamam: “Não tem importância. Deus vai nos dar outro prédio maior e melhor”. Devido ao grande estrago, a escola permanece por cinco anos sem funcionamento.

Por motivos de doença, no ano de 1953, o casal Hardy volta aos Estados Unidos, sendo substituído na direção da escola pela missionária Ona Belle Cox, sendo esta a primeira diretora no sentido real da palavra, ou seja, sem outras obrigações perante a Junta além de administrar a escola.

O Sonho é Reconstruído

Em 1955, atendendo aos apelos dos missionários, os irmãos da América do Norte enviam recursos para a construção de um novo prédio em alvenaria, no mesmo local da casa que foi incendiada. Sob a orientação da então Convenção Batista do Amazonas e Roraima, hoje, Convenção Batista do Amazonas, a escola volta a funcionar apenas do Jardim da Infância ao 5º ano primário, sob a direção da missionária Ona Belle Cox.

É importante mencionar a participação do casal Pr. Lonnie e Janelle Doyle na reconstrução da escola. Foi o Pr. Lonnie que tomou a frente das obras de todo o prédio principal da rua Paraíba, incluindo o pavilhão superior direito onde hoje funciona o Ensino Médio.

Com a implantação do ginasial em 1962, a escola passa a se chamar Ginásio Batista Ida Nelson com 227 alunos, tendo no seu quadro 15 funcionários. Na época, o Ida Nelson tinha mais alunos bolsistas que pagantes, era uma escola pequena voltada para atender a crianças evangélicas e carentes.

Nesse mesmo ano, é criada a Junta Conselheira (Atual Conselho do IBIN) que se reúne pela 1ª vez em 20.08.62 tendo o irmão Lonnie Adolphus Doyle Jr como o primeiro presidente.

Depois do Pr. Lonnie, outros nomes assumiram a presidência da Junta:

  • Pr. Lonnie Adolphus Doyle Jr. – 1962 – 1964 / 1971 – 1977 / 1987 – 1987
  • Pr. Natanael Quadro Barreto – 1962
  • Dr. Joel Ferreira da Silva – 1965 / 1966
  • Pr. Antunes de Oliveira – 1966
  • Pr. Richard Walker – 1966
  • Dr. Moacyr Alves – 1967 / 1969
  • Dr. Manoel do Carmo Neves da Silva – 1970, 1975 / 1976, 1981, 1992 / 1994
  • Sr. Ulisses Pimentel – 1971
  • Dr. João Florêncio de Menezes – 1972 / 1974, 19991 / 1992
  • Dr. José das Graças Barros de Carvalho – 1978 / 1979, 1989
  • Pr. Firmino Alves Campelo – 1979 / 1980
  • Dra. Eunice Carneiro Alves – 1982 / 1983
  • Pr. Geraldo Dias Rocha – 1984 / 1986
  • Prof. José Jorge de Melo – 1987, 1998 / 1999
  • Prof. Almir de Souza Salvador – 1988 / 1989, 1996 / 1997
  • Dr. Elias Mendes dos Santos – 1990 / 1991
  • Dr. Raimundo Azevedo Pereira – 1994 / 1996
  • Profa. Mirian de Oliveira Moura e Silva – 1997 / 1998
  • Prof. Ivan Pereira de Lima – 1999 / 2000
  • Prof. Josias de Almeida Lira – 2001 / 2002

O Sonho passa para as mãos dos Brasileiros

No ano de 1963, a Profª Yvone Carvalho é nomeada pela Junta de Richmond como uma espécie de Vice-Diretora, e era quem respondia junto a Seduc (Secretaria de Educação do Amazonas) pelo colégio.

A partir do ano seguinte, a Missão Batista Equatorial inicia a entrega gradativa da escola à Convenção Batista do Amazonas e, no ano seguinte, uma Junta Administrativa é formada e esta elege a Profª Yvone Carvalho para ser responsável pelo primário e Talita Rodrigues Horwath como responsável pelo ginasial. Em 1968 é dado início ao curso Pedagógico com sete alunos.

Com o advento da Lei 5692/71, o Ida Nelson adapta suas atividades, implantando a Educação Pré-escolar, o curso de 1º grau (integração do primário e ginasial) e os cursos profissionalizantes à nível de 2º grau: Magistério, Secretariado e Técnico em Química.

Na reunião da Junta Administrativa de 04/12/71, a diretora Ivone solicita que seja feita no Estatuto a mudança do nome do ginásio para Instituto Batista Ida Nelson.

No dia 16 de agosto de 1975, é inaugurado o Teatro Batista Ida Nelson. No mesmo ano em que se comemora o Jubileu de Diamante do trabalho Batista no Amazonas.

As décadas de 70 e 80 marcam o auge da escola, onde as famílias mais tradicionais da sociedade queriam estudar no Ida Nelson. Atingiu-se a casa de 4.600 alunos aproximadamente, quando a escola funcionava nos três turnos, sendo que, à noite, a escola funcionava conveniada ao Estado. Na direção geral da escola estava a Profª Ivone e houve nesse período três vice-diretores: Prof. João Florêncio, Profª Gleide Santana e Prof. Adin Mohamed Trindade.

Em 1981, inicia-se o trabalho de educação Comunitária em um dos bairros carentes de Manaus (Coroado), atendendo a 100 crianças. A partir do ano de 2001 a escola Comunitária passou a ser o Anexo I, com uma nova construção, atendendo alunos da Educação Infantil até à 3ª Série do Ensino Fundamental. Hoje, o Anexo I do IBIN conta com 170 alunos matriculados.

O Sonho completa 50 anos

Com 2.554 alunos matriculados, o Ida Nelson comemora, em 1992, seu Jubileu de Ouro. Na época, é publicada uma revista resgatando a história da escola.

Em 1998, após 38 anos servindo o IBIN, a profª Ivone Carvalho aposenta-se e a Profª Eliana Vasconcelos Serrão assume interinamente a Direção da escola, enquanto o Conselho do IBIN lança no Brasil batista o processo de seleção para o novo diretor da instituição.

O Sonho começa a ser uma Realidade

Após um processo seletivo a nível nacional, o Pr. Walmir Vieira, vindo do Rio de Janeiro, assume, no ano de 1999, a diretoria do IBIN. Na época a escola conta com 1.719 alunos matriculados.

Com uma visão administrativa moderna, o Pr. Walmir consegue reverter os índices de perdas de alunos que desde 1992 era em média de 10% ao ano e a escola tem um crescimento de quase 25%, passando a possuir, em 2000, 2.148 alunos. É a escola particular de Manaus que mais cresce neste ano.

Neste mesmo ano, o IBIN passa a ter, além do Diretor Geral, mais três Coordenadores: Profª Jane Lindoso – Coord. Pedagógica Geral, Profª Esther Dantas Grimm D’Farias – Coord. De Educação Cristã e Capelania e o Sr. Jaspe Correa Filho – Coord. Administrativo e Financeiro.

Além das muitas reformas nos prédios, a escola inicia a implantação de um sistema apostilado de ensino (O Sistema Positivo de Curitiba). Surge ainda neste ano, a escola de tempo integral, o TI, onde as crianças, da Ed. Infantil a 4ª série, podem passar o dia inteiro na escola.

No ano seguinte, a escola continua crescendo e chega a 2.575 matrículas. Por dois anos consecutivos é a escola particular que mais cresce em Manaus. Nesse mesmo ano, as salas do IBIN são utilizadas pela FBTA – Faculdade Batista do Amazonas, visando à implantação do Curso Superior.

Em 2002, o IBIN inicia o ano do seu Jubileu de Diamante com 2.790 alunos. Está confirmada como a maior escola particular da cidade. Suas dificuldades financeiras são sanadas, seus prédios, modernizados, e sua mobília e equipamentos, renovados. Ainda neste ano, mais dois novos prédios foram construídos para atender a grande demanda.

Hoje, o IBIN retoma seu sonho inicial ao apoiar de modo significativo o Lar Batista Janelle Doyle, uma instituição da Convenção, que atende mais de 120 crianças. O Ida Nelson tem apoiado o trabalho denominacional e suas entidades, colocando suas dependências a serviço das igrejas da Convenção. O IBIN é uma escola integrada à denominação, assumindo plenamente sua confissão de fé.

Novos Sonhos Pela Frente

O Instituto Batista Ida Nelson já é uma bela realidade. Mas tudo começou com um sonho. Um sonho que virou realidade nas mãos de tantos homens e mulheres de Deus que aqui doaram esforços, dinheiro, suor e lágrimas para vê-lo concretizado. Mas, o sonho continua, pois se deixarmos de sonhar deixaremos de existir.

Prof.ª Esther Grimm, maio de 2002.